quinta-feira, 11 de abril de 2013

Aplicação do Kabat pelo Fisioterapeuta


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A aplicação correta da técnica consiste na utilização de todos os processos básicos, porém em pacientes neuromusculares, dificilmente poderemos utilizar o método como um todo em função do déficit de força muscular, fadigabilidade e demais complicações. No entanto, alguns processos básicos são úteis ao treino de coordenação e manutenção de força, estabilidade de tronco, realização de trocas posturais, entre outros.

O fisioterapeuta deve realizar a escolha e o uso dos processos básicos mais adequados a cada caso. Também podemos associar processos básicos de FNP com cinesioterapia convencional, por exemplo, utilizar o padrão de facilitação, contatos manuais estímulo e reflexo de estiramento com exercícios ativo-assistidos.

Os padrões de facilitação são padrões de movimento tridimensionais, que provocam facilitação ou inibição para se obter o máximo aproveitamento da energia nervosa. O componente fundamental é a rotação. Quando um padrão é utilizado a resposta muscular é mais fácil, mais coordenada e mais poderosa.

O estímulo de estiramento é a posição do começo do padrão, na qual são alongadas ao máximo todas as estruturas musculares que intervem nesse padrão. Alongando ao máximo o músculo, estamos estimulando os fusos neuromusculares e facilitando o reflexo de estiramento. O estímulo de estiramento é importante para se obter um bom início de contração muscular.

A tração (separação das superfícies articulares) e a aproximação (compressão das superfícies articulares) são duas manobras opostas, em ambas estimulam os receptores articulares que são: os corpúsculos de Golgi que estão localizados nos planos de flexo-extensão das cápsulas articulares, corpúsculos de Hulfini que estão localizados nas partes laterais. Estes receptores articulares fazem parte do sistema sinestésico que vai dar a sensibilidade profunda consciente, a sensação da posição do seguimento no espaço. No tratamento, o uso da tração parece promover movimento, enquanto a aproximação, estabilidade ou manutenção de postura.

O reflexo de estiramento pode ser provocado manualmente levando rapidamente à parte do corpo mais adiante do ponto de tensão, tendo a certeza de que todos os componentes estão estirados; especialmente de que a rotação está correta. Exatamente, no mesmo instante em que se provoca o reflexo, o paciente tenta executar o movimento. O reflexo de estiramento pode ser usado para iniciar o movimento voluntário, assim como para aumentar a força e intensificar uma resposta mais rápida nos movimentos fracos.

O contato manual é o contato direto da mão do terapeuta nas zonas de propriocepção do paciente. Para controlar o movimento e resistir à rotação, o terapeuta utiliza-se de contato lumbrical. Usa-se um contato manual distal e outro proximal. Iremos atuar sobre os esteroceptores, especialmente de pressão e cutâneo.

O comando verbal é a comunicação com o paciente para solicitar a atividade. É uma forma de facilitação através da via auditiva. O comando verbal diz ao paciente o que fazer e quando fazer. O comando dever ser dado para o paciente e não para a parte do corpo que está sendo tratada. O volume no qual o comando é dado pode afetar a força do resultado de contração muscular, por isso, o terapeuta deve utilizar um comando mais alto quando uma contração muscular de maior intensidade é desejada e usar um tom mais calmo e tranquilo quando o objetivo é o relaxamento ou alívio da dor.

O estímulo visual é o acompanhamento do movimento pelos olhos e cabeça do paciente, que precisa ver onde está indo e entender o que é esperado dele. É necessário olhar o paciente e comunicar-se visualmente para observarmos se o paciente entendeu o que você deseja e verificar também se ele expressa algum sinal de dor. O feedback fornecido pelo sistema sensorial da visão pode promover uma contração muscular mais potente.

A resistência aplicada deve ser apropriada ou ótima e é utilizada para: facilitar a habilidade do músculo em se contrair, aumentar o controle motor, ajudar o paciente a adquirir consciência dos movimentos, aumentar a força muscular.

A resistência aplicada de forma apropriada resulta em irradiação e reforço. Irradiação pode ser definida como a deflagração da resposta ao estímulo, esta resposta pode ser vista como aumento da facilitação (contração) ou inibição (relaxamento) nos músculos sinérgicos e padrões de movimento. A resistência ao movimento é responsável pela produção da irradiação. O reforço é equivalente a “tornar mais fácil”, o terapeuta direciona o reforço pra os músculos fracos pela quantidade de resistência aplicada nos músculos fortes.

A sincronização dos movimentos refere-se à direção em que os movimentos serão executados, de distal para proximal. Nos padrões habituais normais, a maior amplitude começa distalmente, porém não podemos permitir toda a amplitude distal até não começar também a movimentação intermediária e proximal.

A técnica constitui-se de padrões individuais de membros superiores e inferiores, padrões de escápula, cabeça e pescoço, padrões de marcha, além de atividades integradas, que são uma sequência de aprendizagem tendo como base o processo de maturação cerebral e desenvolvimento motor. O objetivo dessas atividades é dar independência ao paciente e ensiná-lo novamente o “automático”. Para a realização das atividades integradas utilizam-se os processos básicos durante a realização de trocas posturais e manutenção de posturas.

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