segunda-feira, 31 de março de 2014

Lombalgia crônica e terapias manuais


>




http://www.ipescursos.com.br/Imagens/Site/CursosFotosAdicionais/MULLIGAN_10.JPG

A lombalgia crônica seria a dor originada em uma coluna vertebral que não recuperou seu primitivo equilíbrio biodinâmico, após uma lesão inicial. Em outras palavras, lombalgia crônica é aquela que persiste além do tempo razoável para a cura de uma lesão ou que está associada a processos patológicos crônicos, que causam dor contínua ou recorrente, com duração maior que três meses ou anos [1,2].

    As causas mecânicas, físicas ou degenerativas são a grande maioria das lombalgias. Mais de 80% das algias incluídas neste grupo são causadas por processo músculo-esquelético decorrente de esforços, traumas ou microtraumas que causam desarranjos e compressão, distensões músculo-ligamentares de caráter agudo ou crônico [1].

    A lombalgia é uma das doenças mais comuns no mundo ocidental, afetando 80-85% da população em alguma época de sua vida. É a segunda causa mais comum para a procura de cuidados médicos, de 10-15% dos pacientes recebem fisioterapia e o pico de prevalência da dor lombar ocorre ente 45 e 59 anos de idade, atingindo tanto homens quanto mulheres [4,5].

    A lombalgia do compartimento posterior é a mais freqüente (61%). Na maioria dos casos está no compartimento posterior o início do processo degenerativo [6].

    Diante desta alta incidência de dor lombar crônica, tornou-se evidente a importância de abranger o conhecimento de terapias que mostram resultados positivos no tratamento desta patologia.

Terapia Manual

    O termo terapia manual pode referir-se a diferentes métodos de tratamento na fisioterapia como mobilização e manipulação articular, massagem do tecido conectivo, massagem de fricção transversa, entre outras [7].

    Mobilização e manipulação articular são métodos conservadores de tratamento de dor, restrição de amplitude de movimento articular (ADM), e outras disfunções de movimento do sistema músculo – esquelético [7].

    A terapia manual tem como principais objetivos, aliviar os sintomas do paciente, principalmente a dor, diminuir o espasmo muscular, assim como, conservar ou restaurar o movimento voluntário, aumentar a flexibilidade de tecidos conectivos macios (músculo, cápsula, ligamentos e tendões); prevenir o depósito de infiltrados fibroadiposos que geram aderências intra-articulares e prevenir uma fibrilação cartilaginosa; e reposicionar corpos estranhos intra-articulares (incluindo tecido fibrocartilaginoso e membrana sinovial) que bloqueiam movimentos acessórios [8,9,10,7].

Técnica de Maitland

    A técnica poderá ser usada no tratamento de uma articulação hipomóvel, com a intenção de aumentar o seu movimento, no tratamento da dor, além da tensão muscular periarticular. Assim, o método utilizado visa produzir um aumento da amplitude de movimento, tanto quanto possível, com a mais gentil das pressões e sem sentir qualquer grau de tensão. O método de utilização da técnica vai diferir, na dependência de seus objetivos [12].

    Quando se pretende tratar a dor, a amplitude de movimento deverá ser tão grande quanto à resposta sintomática permita; quanto maior a dor, mais suave e lento deverá ser o ritmo, e quando se pretende tratar uma dor que está presente apenas no final do movimento, ou quando se trata uma tensão, as técnicas deverão ser de movimento de pequena amplitude, no limite do arco [12].

    Alguns autores citam duas mobilizações com duração de 30 segundos como sendo suficiente. Já outros citam três mobilizações com duração de um minuto como sendo ideal [15,8].

Mulligan

    O conceito envolve a mobilização da vértebra paralelamente ao plano facetario, a sustentação através do limite articular, aplicação de forças na qual induz a articulação de tal maneira que imponha o movimento ativo que anteriormente produzia dor e com o uso da técnica ocorrerá diminuição dessa dor. A aplicação da técnica deve ser indolor [13,14].

    SNAGs ou MWMs envolve a combinação da mobilização acessória passiva com o movimento ativo fisiológico; é uma técnica de facilitação manual através do deslizamento de uma articulação restrita que permite o movimento livre de dor. Uma superpressão é feita no final do limite articular e deve ser mantida por 2-3 segundos com o terapeuta mantendo o deslizamento acessório na volta do movimento ativo [14,13].

    A técnica pode ser aplicada com o objetivo de aumentar a flexão da coluna e/ou diminuir a dor associada com este movimento; aumentar a extensão e/ou diminuir a dor associada; para aumentar a rotação e/ou diminuir a dor associada e para aumentar a flexão lateral e/ou diminuir a dor associada com este movimento [16].

Estabilização Segmentar

    A instabilidade da coluna lombar representa um grupo significante da população com lombalgia crônica, pois todo processo álgico da coluna lombar gera ativação incorreta da musculatura, com conseqüente hipotrofia dos músculos estabilizadores [17].

    Músculos lombares capazes de gerar estabilidade intervertebral são considerados necessários para o controle do movimento vertebral. O transverso do abdome, psoas maior, quadrado lombar e os multífedos contribuem funcionalmente para esse controle, por fixar a coluna lombar, envolvendo o segmento vertebral ântero-lateralmente indo do corpo vertebral ao processo espinhoso [18].

    Têm sido provado que a contração de tais músculos como o transverso abdominal, diafragma e os multífedos, resulta em uma estabilização eficaz das vértebras lombares, principalmente dentro da posição neutra.

Fonte

Você conhece o nosso Drive Virtual de Conteúdo? Clique aqui e conheça!

Comente:

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Comment

facebook