quinta-feira, 3 de julho de 2014

Terapia Manual é o futuro no tratamento de doenças ortopédicas


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É comum na clínica diária ouvirmos histórias de pacientes que realizaram 20, 30 e, às vezes, até 50 sessões de Fisioterapia, que impreterivelmente incluíam os famosos "choquinhos; compressas quentes ou frias, ultrassom, dentre outras intervenções terapêuticas fisioterápicas. Mais comum ainda é, após alta desses mesmos pacientes, recebê-los semanas ou meses depois com recidivas das patologias, com mesma queixa ou em muitos casos, dor mais acentuada.

Mas o que ocorre nesses casos? Pois bem, quando tratamos um paciente com problemas ortopédicos com técnicas de Fisioterapia visando apenas os sintomas, o que estamos fazendo, na verdade, é mascará-los. Uma prática puramente profilática. E é assim que a eletroterapia trabalha, com profilaxia. Não se pretende desmerecer o método de trabalho mais habitual entre os fisioterapeutas, até porque em alguns casos, como por exemplo, os pós-traumatizados, em associação com a cinesioterapia, é a melhor opção de tratamento. E existem inúmeras outras indicações.

Mas o que dizer dos pacientes com tendinites, bursites, hérnias de disco, osteofitose (bicos de papagaio), fasceíte plantar, LER/DORT, desvios posturais (escoliose, hiperlordose lombar!cervical, hipercifose torácica, retificação de curvaturas), dentre outras?

Nesses casos, existem compensações mais significativas para o profissional que irá conduzir a terapia do que a própria sintomatologia apresentada pelo paciente, e que na maioria dos casos, o levou a procurar ajuda especializada.

No Brasil, estamos passando por uma revolução em matéria de conduta fisioterápica, conduta essa que na Europa e Estados Unidos é prática diária há décadas.

Uma prova de que esta revolução está acontecendo por aqui são as inúmeras matérias veiculadas nos mais diversos meios de comunicação sobre RPG ou Reeducação Postural Global, Osteopatia, Quiropraxia dentre outros. E qual seria a razão de tamanho interesse por essas e outras técnicas? O motivo é simples: todas elas isoladamente ou em associação tratam as causas da patologia, sejam elas de origem miofascial, osteo-articular, neural, visceral, ou uma combinação de todas elas.

Em um paciente com hérnia discal, por exemplo, além da projeção do disco intervertebral, temos fatores múltiplos como retração miofascial, rotação vertebral, inibição de músculos profundos, hiperatividade de músculos superficiais, e assim por diante. Assim, as diversas técnicas de terapia manual atuam em reverter ou minimizar tais compensações, buscando a cura completa do paciente.

Mas não basta o conhecimento da técnica correta se não há critério correto sobre em qual ocasião aplicá-la. Surge, neste contexto, a importância da avaliação físico-funcional criteriosa, visando o todo do paciente, buscando-se compensações locais e à distância, disfunções locais e globais.

Em suma, uma boa conduta fisioterápica empregando técnicas de Terapia Manual dependerá necessariamente de uma boa e bem fundamentada avaliação.

Dentre as técnicas e métodos que fazem parte do protocolo de tratamento de Terapia Manual, estão:

•O conceituado RPG ou Reeducação Postural Global, cujo princípio básico consiste em buscar o equilíbrio entre cadeias musculares e é indicado para transtornos ortopédicos como as tendinites, bursites, LER/DORT, desvios posturais, fasceíte plantar, Síndrome do Túnel do Carpo, hérnia de disco, lombociatalgia, cervicobraquialgia, dentre outras;

•A Quiropraxia, que tem por base a busca pelo reequilíbrio osteoarticular através de ajustes realizados pelo Fisioterapeuta. É uma técnica totalmente segura se aplicada por profissional qualificado, sendo que a Clínica São Francisco – Qualidade de Vida e Saú~e conta com o único Fisioterapeuta Especialista em Quiropraxia do Estadq;

•O Método Maitland, método de avaliação e tratamento criado pelo Fisiotepeuta australiano Geoff Maitland e difundido em tOdóó mundo, devido à sua eficácia no tratamento de disfunções articulares tanto da coluna vertebral quanto do esqueleto apendicular. As técnicas de tratamento podem ser graduadas de àcordo com o estágio da patologia, o que torna a manipulação muito confortável para os pacientes que sofrem de problemas na coluna vertebral ou nos membros;

•O conceito Mulligan de terapia manual, cuja a aplicação clínica de /IMobilização com Movimento/l envolve a combinação de uma mobilização articular acessória associada ao movimento fisiológico ativo. É um método que permite um ganho de função e alívio da dor de forma ativa e imediata quando corretamente indicada;

•A Mobilização Neural, técnica altamente eficaz em patologias que cursam com compressão ou retração do tecido neural periférico, como as ciatalgias e braquialgias, LER/DORT, Síndrome do Túnel do Carpo, fasceíte plantar e outras;

•A Estabilização Segmentar Terapêutica (ESTt termo que define condutas terapêuticas específicas que tem como objetivo utilizar o sistema muscular para estabilização segmentar. Tem aplicação em praticamente qualquer segmento do corpo, sendo igualmente benéfica em pacientes com queixa de dor recorrente. • A Osteopatia, que através de técnicas manuais tem como objetivo restabelecer a mobilidade perdida e dar equilíbrio ao sistema musculoesquelético, sacro-cranial e visceral, mantendo a elasticidade do tecido conjuntivo em todos os seus sistemas. De acordo com a visão da Osteopatia, qualquer mudança na mobilidade do aparelho locomotor no sentido da hipo ou hiper mobilidade conduz a um transtorno funcional que, por sua vez, pode dar lugar a um "quadro patológico":

•O Pilates terapêutico, que é um método utilizado na reabilitação de diversas patologias relacionadas à coluna e articulações, visando ao alívio da dor e melhora do quadro e também na prevenção de doenças relacionadas ao trabalho e ao processo de envelhecimento através de exercícios individualmente direcionados.

•A Ginástica Holística, que é um método de educação postural, fundamentado em três bases: pedagógico, preventivo e terapêutico

•Atualmente, diante dos resultados promissores em desportistas, mais um recurso fisioterápico vem se destacando no atendimento aos pacientes com queixas ortopédicas: a Bandagem funcional elástica terapêutica (ou kinesio tapping).

 

Dr. João Leite P. Júnior
Fisioterapeuta
CREFITO-13/44261-F


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